OMS aprova o uso emergencial da vacina Sinopharm contra COVID-19

Nesta sexta-feira, a Organização Mundial da Saúde (OMS) autorizou, em caráter emergencial, o uso da vacina desenvolvida pela empresa chinesa Sinopharm contra o coronavírus SARS-CoV-2. Este é o primeiro imunizante vindo de um país oriental aprovado pela OMS e é o quinto no ranking geral de vacinas autorizadas.

Até o momento, as seguintes vacinas foram aprovadas pela OMS: uma da Pfizer / BioNTech; Covishield (Universidade de Oxford / AstraZeneca); o da Janssen (Johnson & Johnson); e o do Moderno. Agora, a fórmula da Sinopharm contra o COVID-19 passa a fazer parte do grupo, após avaliar a “segurança, eficácia e qualidade” da organização.

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A OMS autoriza o uso da vacina Sinopharm contra COVID-19 (Imagem: Reprodução / Karolina Kaboompics / relevant)

Além disso, a OMS aposta que a inclusão desse imunizante tem “potencial para acelerar rapidamente o acesso à vacina COVID-19 para países que buscam proteger profissionais de saúde e populações em risco”, mas que carecem de recursos para fazê-lo. Para imunizações contra o coronavírus, a recomendação é que duas doses sejam administradas em maiores de 18 anos.

Nos próximos dias, a OMS também deve comentar sobre outra vacina contra o COVID-19 também desenvolvida por pesquisadores chineses, a CoronaVac. Vale ressaltar que existem dois laboratórios e vacinas distintos: o CoronaVac, desenvolvido pela farmacêutica Sinovac, é o imunizante mais utilizado no Brasil contra o coronavírus.

O que muda com a autorização de uso da OMS?

No combate à pandemia de COVID-19, a autorização da OMS é vista como uma diretriz para muitas agências reguladoras nacionais, pois o órgão internacional atestou a segurança e eficácia da fórmula, o que pode agilizar as análises por outros países. Segundo o Diretor-Geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, isso é um sinal de “confiança” para a aprovação regulatória por outras entidades.

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Além disso, com o selo da OMS, a vacina da Sinopharm contra o COVID-19 pode ser adotada pelo programa internacional de igualdade de acesso aos imunizantes, o COVAX Facility. A meta da iniciativa é fornecer cerca de dois bilhões de vacinas aos países em desenvolvimento.

Vacina da Sinopharm contra COVID-19

No mundo todo, a vacina do Sinopharm já é adotada em alguns países, como China, Emirados Árabes Unidos, Paquistão e Hungria. Para imunizar contra o coronavírus, a fórmula desenvolvida em parceria com o Instituto de Produtos Biológicos de Pequim usa o coronavírus inativado (“morto”). A taxa de eficácia é estimada em 78,1%, no entanto, os resultados completos do ensaio clínico de Fase 3 ainda não foram publicados em uma revista científica.

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Fonte: Canaltech

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