FIFA terá de revisar projeto de Copa do Mundo de Clubes | Blogs

O relatório em ESPN.com.br por Francisco De Laurentiis com o balanço completo do programa de associação Avanti, da Palmeiras, esclarece como o parceiro apoiante se tornou uma das vítimas da pandemia para os clubes brasileiros. Uma tábua de salvação para as equipes na última década, os programas caíram em abandono devido ao fechamento de estádios e, naturalmente, à crise que fechou a torneira do consumo da maioria.

Mas culpar a pandemia pelo fracasso do fã-parceiro é ignorar que o programa estava essencialmente errado. Criado em 1999 por Coritiba, mas na verdade popularizou-se em 2006, com o sucesso do Inter ao vencer seu primeiro Libertadores Conmebol, os programas de parceiros caíram no gosto da torcida brasileira na esteira de fenômenos circunstanciais.

O caso do Inter é claro. Já em 2006, o clube decidiu apostar na coadjuvante para tentar encher o Beira-Rio durante os jogos, o que era impensável há 15 anos. A surpreendente campanha na Libertadores fez com que o clube parasse de vender o programa com acesso aos jogos, como acontecia no início, pois corria o risco de não garantir a entrada dos torcedores das semifinais da Libertadores. A partir daí, com o time campeão na América e, depois, no mundo, somando-se a um grande momento da economia brasileira, o programa colorado tornou-se o maior do país.

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Isso gerou uma corrida de outros times para repetir o modelo do Inter, o que ficou ainda mais evidente depois do impulso dado pela Ambev, na euforia da preparação para a Copa do Mundo de 2014. A campanha massiva na mídia e o agressivo pagamento por objetivo alcançado pela marca de cerveja fez com que os clubes desistissem de planejar o marketing além de quem era o associado.

Com a inauguração de novos estádios na Copa do Mundo, o cenário ficou ainda melhor. Não é por acaso que o melhor ano do Avanti desde sua criação, em 2012, foi 2015, no primeiro ano de vida do Allianz Parque, e com o Palmeiras voltando a ser campeão da Copa do Brasil. Do mesmo jeito, Corinthians e Flamengo aumentaram seus associados na esteira da boa combinação de equipes em campo e o novo estádio em uso.

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O problema é que, nos últimos cinco anos, o mercado começou a passar por uma grande transformação. Tudo começou com a Ambev se distanciando do “Movimento pelo Futebol Melhor” a partir de 2016, alastrou-se com o início de uma profunda crise econômica no país e entrou em seu crepúsculo desde 2018, quando os torcedores perceberam que não adiantava pagar mais para têm fácil acesso à admissão se os estádios não estiverem lotados como antes.

O sócio-torcedor não soube se transformar em um clube com uma relação especial entre o time e o torcedor e, com a chegada da pandemia e o fechamento dos estádios, a falha no modelo ficou evidente. Poucos clubes, nos últimos 13 meses, criaram algo realmente valioso para o torcedor se sentir motivado a continuar pagando uma mensalidade para ter vantagens vinculadas ao time.

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O Atlético-MG, com o lançamento exclusivo do “Manto da Massa” para a torcida parceira logo no início da pandemia, conseguiu mostrar que há caminhos muito distantes do estádio para tentar manter uma massa de inscritos para os clubes. Tanto é que, a partir de Galo, várias outras equipes passaram a criar produtos que são só para os parceiros, como a Bahia, que encerrou o seu canal no Youtube para o lançamento do Sócio Digital, com vários conteúdos exclusivos para associados.

O problema é que não há muito dinheiro disponível para ser gasto em um pequeno grupo de fãs. E, para o clube, vai começar a ficar claro que, melhor do que continuar vendendo um sonho que não precisa ser comprado mensalmente, é trabalhar e criar ações acessíveis para qualquer torcedor, com toda espécie de capacidade financeira de consumir. .

É assim que funciona em qualquer departamento de marketing das organizações esportivas mais desenvolvidas da Europa e dos Estados Unidos. É, enfim, algo que precisa ser feito pelos clubes de futebol brasileiros. O bom marketing é aquele que não limita um universo de milhões de consumidores a menos de cem mil. O parceiro de fã morreu da pandemia. Mas ele estava com os dias contados …

Em 2014, Ambev foi a maior apoiadora de programas de torcedores de futebol
Cesar Greco / Ag Palmeiras / Divulgação

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